Nadya Schwingel https://nadyalocutora.com.br Locutora Publicitária Mon, 16 Nov 2020 20:19:33 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=5.4.4 https://nadyalocutora.com.br/wp-content/uploads/2015/09/icon_new.png Nadya Schwingel https://nadyalocutora.com.br 32 32 Como as emoções influenciam a locução https://nadyalocutora.com.br/emocoes-influenciam-a-locucao/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=emocoes-influenciam-a-locucao https://nadyalocutora.com.br/emocoes-influenciam-a-locucao/#respond Mon, 16 Nov 2020 15:51:00 +0000 https://nadyalocutora.com.br/?p=5728 Você pode até pensar que não, mas as suas emoções influenciam a locução que vc faz, e não é pouco…

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Você pode até pensar que não, mas as suas emoções influenciam a locução que vc faz, e não é pouco…

Oiii, como que vc tá hoje?

Vc deve lembrar de quando eu falei sobre qual o melhor tipo de locução, né? Então, o tema de hoje tem bastante relação com o que eu expliquei lá pra vocês… Sabe por quê?

Porque na locução natural, a nossa voz tende a ser muito mais transparente em relação às nossas emoções. E isso é um detalhe que muitas pessoas não percebem e que acaba estragando a locução delas. Na locução natural, a gente precisar ter muito cuidado com isso.

Eu não tô te dizendo que isso não acontece em outros tipos de locução, é claro que acontece, mas na natural isso é mais perceptível porque a gente não tem que empostar a voz. Muito pelo contrário! A locução tem que soar o mais natural possível.

Então qualquer mudança de humor, enfermidades, tristezas, TPM etc. podem afetar diretamente no nosso trabalho. E vc pode até me dizer “ahh Nadya, tudo bem, isso mexe na voz mesmo, mas na hora do trabalho tudo muda”. E eu vou te dizer que nem sempre.

Não adianta vc pensar que na hora de ir gravar a sua voz vai voltar ao normal, que vc vai ter total controle sobre seu corpo para que a voz saia natural. A gente pode ter controle da parte física (e já vimos que isso também influencia), mas a parte emocional não é tão fácil de controlar assim.

Por isso, eu quero discutir com vc hoje o que são as emoções e como elas influenciam a nossa voz. Acompanha a leitura comigo pra ver, também, como é possível perceber as emoções através da voz 😉

Emoções x sentimentos

Emoções e sentimentos até podem ser confundidos porque estão interligados, mas eles não são a mesma coisa.

A palavra “emoção” vem do latim “emovere”: “e” significa “externo”, enquanto “movere” significa “movimento”. Assim, a emoção existe a partir de um agente externo para causar movimento à nossa vida.

O que nos causa emoções são respostas químicas e neurais que nossos cérebros produzem de acordo com agentes externos (coisas que acontecem ao nosso redor) e que são baseadas em nas nossas memórias emocionais.

os sentimentos são uma resposta às emoções – é o como a gente se comporta frente a uma emoção, como a gente reage. Parece confuso, né!? E é um pouco, mas vamos descomplicar…

Olha o exemplo do medo:

Vc conheceu alguém e está se envolvendo, até que chega o dia de conhecer a família dessa pessoa. Enquanto têm pessoas que QUEREM conhecer a família do(a) companheiro(a), têm aquelas que morrem de medo só de pensar na cena.

Pra essas pessoas, o medo é uma emoção. E ela pode estar ligada a questões que aconteceram na infância (nas memórias emocionais), ou durante a vida, e que a tornaram uma pessoa mais introspectiva ou que prefere estar mais longe do centro das atenções.

Quando o medo bate (a emoção), a gente percebe, e a nossa consciência precisa atuar, afinal, o medo é uma emoção vital que condiciona muitas coisas na nossa vida.

Com esse processo consciente, a gente passa a se posicionar frente à emoção. É esse “posicionamento” que determina o que é sentimento, é o que a gente sente quando percebe a emoção.

Nesse exemplo, há, pelo menos, dois sentimentos possíveis, o medo e a coragem. Sim… o medo pode ser tanto emoção quanto sentimento, mas calma que isso não é confuso.

Quando a gente entende que tá com medo (que a emoção chegou), a gente pode ser tomado(a) pelo medo (mas agora conscientemente) ou pode ser tomado(a) por uma coragem. O medo que faz a gente tentar escapar e a coragem que faz a gente desafiar a situação são os sentimentos.

Ou seja, as emoções estão no nosso inconsciente, elas nos chegam sem que a gente queira. Já os sentimentos são parte do nosso consciente, é a gente quem determina como sentir alguma coisa, como sentir uma emoção.

Tente controlar seus sentimentos

Como não temos controle sobre as emoções que nos surgem, é importante que a gente saiba controlar nossos sentimentos. É só assim que conseguimos manipular nossa voz num dia ruim.

Vc acredita que conseguiria fazer uma locução se recebesse uma notícia muito ruim no mesmo dia? É difícil se imaginar nessa condição, né!? A gente sabe que a tristeza modifica completamente a nossa voz, então como conseguir manipular isso? Só através da manipulação de sentimentos mesmo.

Mas nosso foco não é esse… eu não quero te dizer como manipular sentimentos, afinal, isso varia muito de pessoa pra pessoa, e muitas precisam, inclusive, de ajuda profissional pra lidar com isso.

O que eu quero que vc perceba é que na nossa voz se notam as nossas emoções. E mais que isso, as emoções são percebidas até por falantes nativos de outras línguas. Tem uma pesquisa que comprova isso, olha só:

Emoções na voz

Em um estudo publicado na Revista Frontiers of Psychology, um grupo de pesquisadores tentou entender se as emoções são, de fato, sentidas através da nossa voz. O estudo aconteceu assim:

4 atores de nacionalidades diferentes (Índia, Quênia, Cingapura e Estados Unidos) tiveram que expressar 18 emoções distintas da forma mais natural e convincente possível, como se eles estivessem experienciando aquelas emoções naquele momento. Dessas 18 emoções, 9 eram tidas como positivas e 9 como negativas.

Depois que todas as vocalizações foram gravadas, 29 voluntários suecos ouviram as gravações e tentaram identificar as emoções que estavam sendo transmitidas nos áudios. Vamos ver os resultados.

Emoções positivas

Dentre as emoções positivas, os voluntários tiveram as seguintes taxas de acerto:

  • alívio 70%
  • lascívia (luxúria, sensualidade) 45%
  • interesse 44%
  • serenidade 43%
  • surpresa positiva 42%
  • felicidade 36%
  • divertimento 32%
  • orgulho 22%
  • afeição 20%

As emoções “felicidade” e “divertimento” foram confundidas muitas vezes, e isso se explica porque, geralmente, elas estão associadas. A média de acerto com essas emoções positivas foi de 39%. Agora vamos ver o outro cenário.

Emoções negativas

Veja as taxas de acertos dos voluntários:

  • nojo 63%
  • raiva 57%
  • medo 57%
  • tristeza 56%
  • surpresa negativa 53%
  • desprezo 44%
  • aflição 33%
  • vergonha 21%
  • culpa 20%

Novamente ouve confusão entre as percepções. A “aflição” foi confundida em muitos casos com “medo” e “tristeza”, enquanto “vergonha” e “culpa” foram confundidas entre si. Se percebe que, outra vez, houve confusão entre emoções que estão associadas.

A taxa de acerto com as emoções negativas já foi mais alta, 45% no total. Se fizéssemos uma média global de acertos, teríamos uma taxa de 42%. Isso pode parecer baixo, né? Mas não é! Sabe por quê?

Porque os voluntários estavam ouvindo áudios de pessoas de outras nacionalidades e culturas, ou seja, eles escutaram sons que não estavam habituados a ouvir no dia a dia e, ainda assim, conseguiram perceber as emoções que estavam presentes naquelas vozes.

Ou seja, provavelmente, se eles estivessem ouvindo vozes de pessoas que têm o mesmo sotaque e que vivem a mesma cultura, essa taxa de acertos teria sido maior.

Se um estrangeiro consegue perceber a emoção na nossa voz, imagina quem vive com a gente!

Emoções influenciam a locução

A partir disso, a gente pode afirmar, então, que as emoções influenciam a nossa locução. E mais que isso, as emoções podem e devem ser usadas para melhorar a locução. Eu já te contei antes como a interpretação é importante para o nosso trabalho.

E a interpretação não é apenas saber ler ou entender o que o texto quer dizer, no nosso caso significa saber “atuar”, “performar”… por isso, entender as emoções do texto é muito importante.

Quando a gente começa a discutir como usar as emoções na locução, precisamos entender que estamos falando de sentimentos, afinal, emoções são inconscientes. Se vamos manipular emoções, estamos manipulando, na verdade, sentimentos – a nossa forma de sentir o texto.

Então se um texto pede alegria, tristeza, dúvida, interesse, etc. precisamos entender como manipular esses sentimentos pra entregar o que o trabalho pede. Nós atuamos através da voz, e ela é suficiente pra entregar a mensagem da forma certa.

Imagine que vc vai fazer um comercial para uma propaganda de perfume, vc acha que a emoção solicitada seria “seriedade”, “felicidade”, “divertimento”, “aflição” ou “lascívia”? Muito provavelmente, seria “lascívia”, né!?

No geral, os comerciais de perfume trazem uma sensualidade aflorada e uma atmosfera mais voltada para a luxúria, que é o que as pessoas tendem a buscar em um perfume. Afinal, a indústria nos vende produtos como se eles nos atraíssem parceiros(as) interessantes.

Agora imagine que vc entrega um off com um sentimento de divertimento. A não ser que a proposta da marca seja associar o perfume com momentos de diversão, muito provavelmente, seu trabalho seria recusado. Por isso, é importante entender (interpretar) as emoções que o texto pede.

Comercial da Ame – como emoções influenciam a locução

A gente fez um teste com um comercial da Ame, para os bloquinhos de carnaval de rua do Rio, pra mostrar como um mesmo texto pode ser interpretado de diferentes formas.

Claro que a locução muda de acordo com a pessoa (se é homem ou mulher) e com a região em que ela vive, mas eu queria mostrar como um texto pode ter diferentes facetas e passar diferentes sensações pra quem está ouvindo.

Veja a versão oficial da propaganda que foi veiculada:

Esse é um comercial que eu fiz este ano para a Ame, mas todas as versões que vão aparecer aqui abaixo foram gravadas unicamente pra este artigo, vc não vai encontrá-las em usos comerciais 😉

O texto do comercial é o seguinte:

Pagou com Ame nos bloquinhos? Levou 4 latinhas por 10.

Ame… o meio de pagamento oficial do carnaval de rua do Rio. Baixe o aplicativo… e Ame sem moderação.

Pra quem não sabe, a Ame é uma carteira digital que realiza cashback (dinheiro de volta) nas compras de sites parceiros. A intenção do comercial era divulgar os benefícios desse produto e incentivar pessoas a aderirem essa oferta. Mas pra que isso ocorra, precisamos interpretar esse texto.

É normal que um cliente nos envie um briefing com direcionamentos (tipo de locução, tipo de personagem, público que buscam atingir etc.), mas nem sempre isso acontece. Tem cliente que manda o texto e diz: “preciso de uma locução natural, que não pareça de rádio”, e é isso! Nos resta interpretar.

Se esse fosse o caso aqui teríamos que pensar, pelo menos, nos seguintes aspectos:

  • quem está comunicando;
  • pra quem comunica;
  • como comunica (tipo de linguagem do texto);
  • quais emoções o texto pede;
  • quem sou eu nesse texto (que personagem sou);
  • se posso ou não colocar “cacos” no texto.

Além desses fatores de interpretação, temos que lembrar também do tempo que o off pode ter, se precisa ter tratamento ou não etc., mas essas questões sempre são informadas pelo(a) cliente.

Gravando o comercial

Decidimos gravar 6 versões desse texto. Enquanto eu gravei uma versão, 5 alunos do meu curso Locução Essencial gravaram as outras. Cada um recebeu apenas o texto e qual emoção deveria tentar interpretar, ou seja, cada um tentaria manipular os sentimentos para imitar uma emoção.

Bora ver os resultados? No final, eu quero que vc me conte nos comentários qual o comercial que vc acha que mais se encaixa com a proposta, combinado? 😉

O carioca

Se a propaganda é pro carnaval de rua do Rio, vamos ter um carioca nesse comercial! Quem gravou foi o Marcelo Batista.

A gente sente o sotaque carioca, né? Além disso, dá pra sentir que o personagem tá relaxado, como se já tivesse aproveitado algumas cervejas que comprou na promoção do app. A emoção que o Marcelo tentou reproduzir aqui foi a preguiça e é fácil confundi-la com o relaxamento, afinal, as duas andam juntas.

A senhora

A senhora foi feita pela Tânia Viana.

Além da voz modificada pra interpretar uma senhora, a Tânia conseguiu mostrar o cansaço que uma pessoa mais velha teria ao experimentar o carnaval de rua.

Era essa a emoção que ela estava tentando reproduzir, mas dá pra ver que não há exageros nas marcas de cansaço, e isso faz parecer natural. Até no final ela usa a pausa e mudança de tom (…baixe o app [sobe o tom] e Ame……… sem moderação) que ficam perfeitos pra personagem.

A fina

Já a mulher fina foi feita pela Halliny.

A mulher fina deveria parecer com dúvidas, desconfiada, uma emoção que, vez ou outra, a gente acaba experienciando, né!? Vc notou como a dúvida pode fazer até uma coisa tão simples soar estranha?

A gente escuta o comercial e pensa que é estranho mesmo, 4 latinhas por 10 é muito barato. E a Halliny ainda soltou um “ahhhh” no final, o que deu um ar de descrença ainda maior. O “baixe o app” com um tom de desprezo foi perfeito pra identificar uma personagem que não sairia no carnaval e, menos ainda, buscaria cerveja barata.

O paulistano

O paulistano feito pelo Jean é inconfundível.

A gente escuta e já percebe que tem um paulista perdido no carnaval do Rio.

Ele tentou reproduzir uma malandragem, alguém que vê a oportunidade de se dar bem com pouco esforço (ou pouco dinheiro, neste caso).

O Jean ainda colocou um “tá ligado” no meio do texto. Isso é uma marca bem importante de regionalismo que ainda ajuda a deixar o comercial bem coloquial, o que é perfeito pra intenção do texto.

O roqueiro

O roqueiro foi feito pelo João Fiore.

Este é outro que não dá pra confundir. A gente escuta e já sabe que tem um roqueiro por trás. A voz grave, mais vibrante, e o “ahhhh” já no início identificam o personagem de cara. Além disso, a emoção que o João estava tentando reproduzir era a raiva e ele conseguiu isso com perfeição.

A gente não tá dizendo que roqueiros são raivosos, essa não é a intenção. Só buscamos algum personagem que normalmente não se associa ao carnaval e que, por isso, não estaria muito contente com a promoção nesse evento.

É perceptível que o personagem causa um estranhamento, né? Essa falta de associação entre rock e carnaval faz o personagem soar muito estranho se estivéssemos buscando alguém em uma seleção.

A jovem

A jovem fui eu, Nadya, que fiz.

Aqui eu resolvi interpretar uma jovem que estava curtindo a festa. A emoção que tentei reproduzir era a felicidade, então ela não tem tons de dúvidas, não tem cansaço, e não tem nenhum sotaque muito marcado porque eu queria que fosse uma personagem que se identificasse com mais pessoas. E pra mostrar que essa jovem estava feliz na festa, eu incluí as risadas e um tom mais alegre.

Emoções na voz entregam comerciais diferentes

Eu tenho certeza que vc percebeu que todos esses comerciais são muito diferentes. Ainda que o texto e as imagens sejam iguais, cada locutor(a) entregou um trabalho completamente distinto.

Isso não tá marcado só porque nós não somos a mesma pessoa, mas porque cada um(a) colocou sentimentos diferentes (o que se pode manipular).

Vamos ressaltar que nesses casos, a gente manipulou sentimentos (alegria, incerteza, cansaço etc.) e não emoções. A gente não pode manipular as emoções, mas pode condicionar nossos sentimentos pra lidar melhor com a situação.

Pra fazer esses comerciais, a gente teve 1 semana, mas é difícil encontrar esse prazo no mercado. Então, pudemos gravar só nos momentos em que estávamos bem pra fazer aquilo, mas e se tivéssemos apenas 2 horas pra entregar o off?

Se eu estivesse irritada, chateada, triste etc., eu teria que manipular muito bem meus sentimentos pra conseguir não transparecer isso na minha voz. A gente já faz isso no dia a dia, né? Aí os outros falam que a gente tá bravo(a) e a gente nega, mas estamos. Imagina se um cliente percebe isso na sua locução

Vale lembrar que não são apenas as emoções que influenciam a locução, mas nosso estado físico também.

Locução e estado físico

No dia que eu tinha que gravar a voz para a Boneca Baby Alive, a minha voz estava um pouco grave, eu estava um pouco doente. Mas vc acha que isso me deu prazo pra eu entregar o trabalho em 1 semana? Não!

Geralmente, os trabalhos são “pra ontem”. Então, eu tive que manipular o como eu me sentia pra ficar bem e disposta e ainda manipular a minha voz pra ela parecer uma voz de criança. Isso não é muito fácil de fazer porque, às vezes, mesmo a gente tentando, não conseguimos manipular nosso corpo.

Mas quando a gente aprende isso, puta merda, não tem mais quem segure a gente nesse mercado. Se vc não consegue manipular como se sente para entregar as emoções que os textos pedem, vc acaba sendo um(a) locutor(a) de uma locução só. E esses locutores não vão muito longe.

Então, o segredo é treinar muito. Interprete emoções diferentes, vá se especializando no domínio dessa técnica que vc vai agregar muito valor à sua marca!

Você decide

Agora eu quero que vc participe com a gente. Me conta nos comentários aqui abaixo qual foi o comercial que vc mais gostou e qual vc acha que mais se encaixa na proposta.

Aproveita pra me contar também se vc percebe como as emoções alteram a sua voz e o que vc faz pra controlar isso 😉

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Prospecção de verdade é com a mulher toupeira! https://nadyalocutora.com.br/prospeccao-mulher-toupeira/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=prospeccao-mulher-toupeira https://nadyalocutora.com.br/prospeccao-mulher-toupeira/#respond Wed, 14 Oct 2020 23:16:03 +0000 https://nadyalocutora.com.br/?p=5633 Prospecção é um tema delicado que varia de acordo com o mercado. Você sabe como prospectar corretamente e aumentar a sua certeira de clientes?

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Prospecção é um tema delicado que varia de acordo com o mercado. Você sabe como prospectar corretamente e aumentar a sua certeira de clientes?

Oiiii, como que vc tá hoje?

Esta semana eu tava revendo uma série na Netflix chamada Unbreakable Kimmy Schmidt e aí eu pensei: “cara, isso é um exemplo perfeito de prospecção!” 🤯

E advinha… eu tive que trazer pro blog porque eu sei que vcs vão ver a série, vão dar muita risada e, ainda, vão aprender com a Kimmy. 

Bora lá?

Que eu me lembre, especificamente, a Kimmy faz prospecção 2 vezes na série quando ela tá pedindo emprego, mas se vc assistir e perceber mais algum exemplo, conta pra mim nos comentários, tá?

Eu vou te mostrar aqui as duas vezes que eu me lembro, mas antes vou dar uma sinopse da série pra quem ainda não a conhece 😉

A série conta a história da Kimmy Schmidt, uma mulher que foi sequestrada e mantida num bunker por um fanático que dizia que o mundo tinha acabado. 

Ela e outras 3 mulheres (as mulheres toupeiras como ficaram conhecidas) só foram resgatadas depois de 15 anos e agora têm que reconstruir a vida. 

O foco fica Kimmy que resolve não voltar mais pra vida antiga, mas sim construir uma nova vida em Nova York. Então ela passa por várias enrascadas nessa nova fase. 

Uma das primeiras coisas que ela precisa fazer é conseguir um trabalho, mas ela foi babá por 1 ano na adolescência e depois tem um espaço de 15 anos sem trabalhar. Então é difícil alguém dar emprego pra ela, né!?

Só que uma boa prospecção faz milagres! 😎

A primeira prospecção

No primeiro episódio ela passa numa loja e compra doces pro jantar, mas só depois que ela vai perceber que precisa de um emprego. Então cenas mais tarde ela volta nessa loja… olha só como ela pede o trabalho:

  • Kimmy: Oi, eu sou a Kimmy. Eu gosto muito dos seus produtos, especialmente as balinhas de tubarão que não tinha visto ainda. E eu estou interessada em alguma oportunidade de trabalho que você possa ter…
Kimmy na loja de doces
Vou comer doces no jantar!

Essa cena acontece exatamente aos 8min40s do episódio 1×01. 

Vc reparou como ela se apresenta? É como eu digo que uma prospecção precisa ser: você se apresenta, fala bem do produto do empregador e só depois fala que tem interesse em colaborar naquele trabalho.

A única coisa que falta aí é ela perguntar como a pessoa estava, mas ela passou 15 anos afastada do convívio social, então dá pra entender que ela tenha perdido esse “tato” 😬

O discurso é cortado por outra situação que acontece e ela não termina de pedir o emprego, mas no episódio 2×02 ela volta a essa situação, mas agora numa loja de produtos natalinos 🎄

A segunda prospecção

Presta atenção nesse diálogo que acontece bem no início do episódio:

  • Kimmy: Esta é uma loja de natal aberta o ano todo? Você deve ser a mulher mais feliz do mundo!
  • Atendente: Eu sou um homem!
  • Kimmy: Isso é ótimo! Eu vi isso na loja de placas [uma placa de contrata-se] e eu a comprei pra mostrar como eu realmente quero trabalhar aqui!
  • Atendente: Na verdade, não estamos contratando…
  • Kimmy: EU TENHO UMA BOMBA! [gritando] E agora que eu tenho sua atenção, aqui está o meu currículo. 
  • Atendente: Aqui diz que você foi babá de 1997 a 1998, e então tem um intervalo de 15 anos…
  • Kimmy: Olhe, eu sei que não sou perfeita, mas deixe-me contar sobre outro funcionário imperfeito. O nome dele era Rudolph [uma rena do papai noel] e ele era uma piada! Alguns dizem que a mãe dele transou com uma luz natalina, mas quando lhe deram uma chance, Rudolph entrou pra história! E o nome dessa rena era Rudolph. Só estou pedindo uma chance de colocar minha vida nos eixos. Na semana passada, eu dei em cima de um homem casado. Eu sou como um pirulito com uma interrogação na embalagem: eu não sei o que está havendo aqui dentro! Mas, se tem algo que me lembra do que é bom e certo no mundo, é este lugar! Dizem que há uma guerra contra o natal. Bem, senhor, coloque-me na linha de frente. Pois se algum Grinch ou Scrooge ousar vir até aqui, vou fazê-los desejar nunca ter nascido! 
Prospecção na loja de natal
Vou fazê-los desejar nunca ter nascido!

A cena é bem desconfortável ao mesmo tempo que é engraçada, mas sabe qual o resultado desse diálogo? 

Ela consegue emprego em uma loja que não estava precisando de novos funcionários. 

Saiba prospectar como a Kimmy

Você percebeu como ela prospectou? 

Primeiro ela elogiou aquele trabalho falando que a(o) atendente devia ser a pessoa mais feliz do mundo, afinal, se o natal é uma época de felicidade, imagina ser natal todo dia 🎄🎁

Depois ela gritou que tinha uma bomba, mas isso é um elemento que funciona na cultura dos EUA devido a atentados e a relação deles com guerras, isso não funciona pra gente.

E, mesmo se você tentar prospectar pra lá, não faça isso! Esse elemento é usado como um humor de gosto duvidoso na série. 

Mas depois, ela começa a usar os elementos que constituem aquele tema pra se colocar como a melhor opção de contratação.

O Rudolph é a rena mais conhecida do universo natalino e tem uma lâmpada vermelha no lugar do nariz. O pirulito com “?” na embalagem pode ser ácido ou não, por isso não se sabe o que vai ser encontrado. 

O Grinch é um personagem que odeia o natal e rouba tudo das pessoas que tenha relação com a data só pra impedir a felicidade delas.

Já o Scrooge é um personagem do Charles Dickens que também odeia o natal e tudo o que remete à felicidade. Por isso ela se coloca à frente no campo de batalha pra lutar contra eles. 

E o melhor de tudo é que quando o atendente fala sobre ela não ter trabalhado por 15 anos, ela não foca nas desculpas. Ela poderia ter dito que foi sequestrada por 15 anos, mas não! Ela foca em ser a solução que a loja precisava 💪

Uma loja natalina aberta o ano inteiro é algo muito estranho e, com certeza, as pessoas vão ridicularizar isso. Então é preciso alguém que defenda os ideais dessa loja. Não seria ela a melhor aposta depois desse discurso?

Prospecte corretamente no mercado da voz

Eu não tô dizendo que vc tem que apostar nesse tipo de prospecção pra conseguir clientes, na verdade é bem longe disso. A série é uma comédia e tem outras intenções. 

Eu tô te mostrando os exemplos da Kimmy porque, no contexto da série, ela tem uma ótima prospecção e alcança seus objetivos. Mas é claro que, pra área da locução, a prospecção precisa ser feita de outra forma 🧐

No Café com a Nadya #2, eu dei várias dicas sobre como prospectar no mercado da voz e conseguir os primeiros clientes.

Eu vou deixar o link aqui abaixo pra vc poder assistir esse vídeo e descobrir como prospectar adequadamente no nosso mercado. Tem até dica de como escrever o e-mail, hein… não perde!

☕ Como conseguir os primeiros clientes de locução ☕

Ps.: comenta no vídeo que a Nadya e a Kimmy tão te inspirando a prospectar corretamente e me diz também se já tava no caminho certo ou se tava fazendo errado 😉

Beijo e boraaaa! 😍

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Locução natural: aprenda o que o mercado pede https://nadyalocutora.com.br/locucao-natural-aprenda-para-mercado/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=locucao-natural-aprenda-para-mercado https://nadyalocutora.com.br/locucao-natural-aprenda-para-mercado/#comments Wed, 30 Sep 2020 08:00:00 +0000 https://nadyalocutora.com.br/?p=5625 Locução natural é o que o mercado tá pedindo agora, mas será que veio pra ficar?

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Locução natural é o que o mercado tá pedindo agora, mas será que veio pra ficar?

Oiii, como que vc tá hoje?

Quem me acompanha nas redes sociais sabe que eu vivo falando sobre locução natural e conversada e o quanto é importante dominá-las pra se dar bem no mercado da voz. 

Por isso, hoje eu resolvi escrever um pouco sobre esse tipo de locução. Eu também quero te contar algumas coisas essenciais para você conseguir chegar nela sem muita dificuldade 💪

Então vem comigo nessa leitura se quiser sair daquilo que acha ser “natural” e fazer uma locução natural de verdade.

O caminho da locução natural

Pra que a você comece a entender o caminho da locução natural é interessante perceber algumas coisas. 

Por isso, neste post ou vou tratar 3 delas, mas antes disso, você precisa internalizar uma espécie de mantra que vai se repetir toda vez que receber um trabalho:

Eu não sou apenas o(a) locutor(a) desse texto. 

Então, quem sou eu?

Você precisa se repetir isso porque esse texto não foi feito apenas para ser lido por qualquer pessoa. Você precisa entrar nele, fazer parte desse texto e, para isso, você tem um caminho de aprendizagem anterior. 

O primeiro passo dessa aprendizagem é entender isso:

#1 A locução tradicional não é um problema…

Tampouco um erro! 

Por muito tempo, ela dominou o mercado da voz. É muito difícil encontrar alguém que não pense diretamente naquela voz carregada de radialista quando ouve falar de locução.

Até hoje a locução tradicional ainda é solicitada em alguns trabalhos; ainda existe mercado pra ela. 

locução de rádio é menos pedido que locução natural

O que eu sempre friso é que a locução natural e conversada é a MAIS solicitada atualmente.

Mas isso não exclui que o mercado esteja aberto para todo tipo de locução, seja ela mais leve, mais pesada, mais “jogadinha”, ou mais coloquial etc.

O mercado está aberto pra todo tipo de locução, só se sai melhor quem domina a locução mais solicitada e quem domina mais tipos de locução também.

Mas não se engane, não é porque a tradicional ainda é solicitada que ela seja a aposta do futuro desse mercado.

Sabe como o mercado tecnológico tem crescido exponencialmente, né!? Pois então, quanto mais esse mercado avança, mais o mercado da voz se expande junto.

Imagine se a gente alcançasse um nível tecnológico muito alto e as vozes utilizadas nos aparelhos e máquinas fossem robóticas; seria horrível, não!? A gente sentiria falta de características humanas.

A voz humana

Se você acha que não é bem assim, reflita um pouco:

Tudo o que o ser humano cria para “ter vida” recebe características humanas; isso se chama humanizar.

Nos filmes de ficção-científica, as máquinas e robôs recebem características humanas, mas, muitas vezes, mantém-se aquela voz robótica para que a gente sempre se recorde que “aquilo” não é uma pessoa. Quando isso acontece, é intenção do roteiro não criar uma identidade entre espectadores e máquinas.

Mas olha o exemplo de Person of Interest:

Essa série foi exibida pelo canal estadunidense CBS entre 2011 e 2016 e conta a história de um programa desenvolvido para o governo dos EUA que prevê atentados terroristas (a Machine).

Mas essa máquina ainda prevê crimes violentos que envolvem pessoas normais, como você e eu. Tudo isso através de espionagem, claro, mas não é esse o nosso tema.

A questão aqui é que a Machine entra em contato com seu criador através de telefones públicos e sempre usa um misto de vozes humanas, que ela capta através da espionagem.

Machine de Person Of Interest

Mas no desenrolar a história, muitas coisas acontecem e esse programa acaba se desenvolvendo para uma inteligência artificial autoconsciente. 

Com isso, a própria tecnologia percebe que precisa de uma única voz humana pra conseguir interagir melhor com os seres humanos através de uma espécie de “identidade própria”

A própria tecnologia se dá conta disso, mas tem um monte de gente achando que voz de robô continua representando o futuro.

Okay, no caso de Person of Interest apenas a voz humana é adotada porque o programa não tem uma “entidade” propriamente dita. 

Mas e os inúmeros casos de canais como Disney e Cartoon Network, por exemplo?

Humanização para além da voz

Eu poderia passar horas escrevendo exemplos de filmes e desenhos animados que vão além do uso da voz quando buscam humanizar algum objeto.

Em Adventure Time, por exemplo, diversos seres recebem característica humanas. A Princesa Caroço, que é só um monte de caroços, tem olhos, boca, braços, roupas (em algumas situações), sentimentos e humores. 

Princesa Caroço

A voz dela não é considerada bonita, pois é uma voz mais masculina em uma princesa, mas encanta o público que faz dela uma das personagens mais queridas.

Em The Amazing World of Gumball, a Anaís (irmã do protagonista) recebe as mesmas características humanizadas e uma voz mais infantil. Ela é uma coelha, mas parece humana.

Anaís

No recém lançado filme do Sonic, o próprio Sonic que é um porco-espinho recebe a voz e características humanas.

sonic

Mas o que todos eles têm em comum? Nenhum deles é humano. No entanto, o público precisa se identificar com eles para que haja alguma interação e desejo de continuar consumindo aquele produto.

E isso é atingido através dessas características humanizadoras. A voz humana é o principal elemento porque, muitas vezes, a estética do personagem nem lembra uma pessoa, mas pela voz a gente passa a se identificar com ele.

É por isso que eu sempre afirmo e reafirmo: o mercado da voz tá em crescente expansão e nunca vai deixar de crescer. São vários os ramos da indústria que necessitam criar esse vínculo entre seu produto e seus clientes.

E o futuro…

E olhando pra esse cenário, qual tipo de locução parece ser o que mais tem ganhado destaque e representa o futuro do mercado da voz? 

Claro, a locução natural e conversada. Ela já é a porta de entrada pro ramo da dublagem. Mas não se engane, eu tô falando disso porque podemos comparar esse tipo de locução com dublagem.

Afinal, na dublagem também tem interpretação, alteração de tons, conversa mais “jogadinha” etc. Mas, para fazer dublagem é preciso ter registro de ator ou atriz; tem curso pra isso, não é um bicho de sete cabeças. Só quero registrar mesmo que fazer locução natural não te transforma em dublador automaticamente.

#2 Desenvolva a sua audição

Essa é a segunda coisa que você precisa aprender nesse caminho para a locução natural. Mas desenvolver a audição não significa apenas aprender a ouvir os outros, é ouvir a si mesmo(a).

Às vezes, a gente tá crente que tá fazendo a locução certa, mas não tá! E nesse processo de não saber que tá fazendo errado, a gente perde um monte de clientes que sabem diferenciar o que é uma locução natural.

Se você não tiver certeza se está fazendo certo e não tiver alguém que possa ouvir e dar um feedback, você pode comparar pra ter uma ideia. Busca o áudio de alguém que você sabe que já faz isso e veja se o que você está fazendo é parecido, se tem as nuances que aquele áudio tem.

desenvolva a audição para a locução natural

Eu não to dizendo pra você copiar o áudio da outra pessoa, mas sim perceber se o seu natural soa como o da outra. No meu canal do YouTube, tem uma Playlist de trabalhos feitos que vc pode usar de referência se quiser.

Com o tempo, o nosso ouvido se acostuma naturalmente e a gente deixa de precisar comparar ou ter que mandar pra outra pessoa.

O “pulo do gato” pra saber se você tá no caminho certo é perceber se a sua locução acontece da forma como a gente se comunica normalmente. Se ela não soa como uma conversa normal, você precisa treinar mais.

E se a locução que você tem de referência tampouco soa como uma conversa natural, isso significa que você precisa de outra referência.

O que compõe a locução natural?

Antes de ver os cuidados que precisamos ter, vamos ver o que compõe uma locução natural.

Nesse tipo de locução, o que mais se busca é a fluidez e o ritmo da “conversa”. O texto inteiro precisa estar bem conectado, sem pausas desnecessárias e sem preciosismos. 

Note que eu disse “sem pausas desnecessárias” porque, obviamente, existem as pausas que foram planejadas no texto. Por preciosismo eu digo aquela ênfase que muita gente dá a algumas palavras.

Geralmente, ele aparece no final de frases. Olha essa frase: 

“Você pode levar hoje e pagar quando quiser!”

Com preciosismo ela seria pronunciada assim: 

“Você pode levar hoooje e pagar quando quiseeeeer”. 

Essa ênfase não aparece na nossa fala natural, então por que apareceria na locução natural e conversada?

Outro elemento bem comum desse tipo de locução é a falta de algumas letras na hora de pronunciar. É como se a gente engolisse essas letras, e os “erres” e “esses” são as mais comuns. Olha só:

“Você pode pegá e pagá quando quisé!” 

Vamo lá, amiga!”

Nessas duas frases, os “s” e “r” de final de palavras somem naturalmente. Mantê-los causaria uma estranheza em quem escutasse, como se houvesse uma tentativa de uma locução mais formal.

Isso refletiria em um áudio mais flat. Eu vou falar bem rapidamente sobre o flat, mas é importante você entender que flat” é um termo bem amplo. Ele tem significados de acordo com a área. Na produção é uma coisa e no “meio dos locutores” é outra. 

Mas vamos lá: no nosso caso, o flat representa uma linguagem mais padronizada (que mantém o som de todas as letras) e mais linear (sem alterações de tons). Na nossa frase de exemplo, a representação do flat não geraria qualquer alteração:

“Você pode levar hoje e pagar quando quiser!”

Sotaques e interpretação

Um aspecto que a gente precisa cuidar é o sotaque. Eu tô aqui falando de locução natural e conversada, sobre parecer uma conversa do dia a dia, mas é preciso ter um cuidado com isso. 

Por mais que se tente reproduzir esse falar cotidiano, geralmente se pede uma suavização de sotaques quando o trabalho é de nível estadual ou nacional. Se o trabalho é pra uma cidade ou região específica, isso não é um problema, pois ocorre a identidade entre o público e locutor(a).

Mas um trabalho com maior veiculação geográfica encontra diferentes tipos de sotaques. Por isso, o que se costuma pedir é uma suavização do sotaque pra que o trabalho tenha uma linguagem mais “padrão”, ou seja, que converse com um público maior.

Você pode pensar que não consegue suavizar o sotaque, mas consegue sim, existem exercícios pra isso. Você pode, inclusive, aprender outros sotaques pra se jogar em outros mercados regionais. 

Eu mesma tenho um sotaque forte, aquele do interior que puxa o “r”, eu falo porrrrta, corrrta, torrrta, mas eu consegui suavizar isso e aprender outros através de exercícios próprios pra isso. 

aprenda a interpretar personagens

Já numa interpretação de personagem, o seu sotaque pode ser solicitado. Você consegue imaginar uma pessoa de Florianópolis que fala “leitchi quentchi” fazendo um trabalho que pede um sotaque que diga “leiTe quenTe”? 

Isso é possível se a pessoa se dedicar a suavizar o seu sotaque e aprender outros. Pro mercado local da nossa cidade, sotaque é importante pra criar uma identificação com o público, como eu já falei, mas fora desse cenário, só mesmo em interpretações.

Você pode ter que interpretar personagens que têm sotaques específicos, e se você souber interpretar essa variante da língua, pode concorrer pelo trabalho. Especializar-se é sempre o melhor caminho, e isso só agrega valor ao seu trabalho.

Você sabe com quem está falando?

E já que estamos falando de interpretação, temos que considerar outro aspecto importante: pra quem interpretamos.

Eu não só preciso interpretar, como preciso entender quem é o(a) receptor(a) da mensagem. Vc já parou pra reparar como o nosso discurso muda no dia a dia?

A gente fala com os nossos pais de um jeito, com os filhos de outro, com a polícia de outro, e com nossos amigos de outro… se é assim, com certeza isso recai sobre a locução também, né!?

Entender quem pra quem estamos falando é fundamental pra conduzir a locução. Pode ter certeza que a locução natural e conversada vai se alterar de acordo com o público esperado.

Você não vai fazer o mesmo natural em propagandas de tênis esportivos voltados pra jovens esportistas e seguros saúde pra pessoas mais idosas. Cada público tem sua forma natural de conversar

E entender isso vai agregar ainda mais valor no seu trabalho, e te fazer sair na frente de muita gente que não entende as alterações no discurso. 

Treine seu ouvido

O mais importante em treinar o ouvido é saber perceber diferentes tipos de locução. Se é flat, se é carregada, se é natural, se é conversada etc. Mas isso vem com o tempo e muita prática, não se preocupe se ainda não conseguir perceber de primeira.

A palavra-chave desse tipo de locução é “fluidez”. Então treine seu ouvido pra aprender a perceber se um áudio está fluindo ou não, se está com altos e baixos, se tem pausas desnecessárias e se corresponde àquilo que o(a) cliente solicitou.

#3 Aprenda como se portar na frente do microfone

Se você me acompanha nas redes sociais, com certeza já me ouviu falando que o microfone é o ouvido do seu espectador. E você não precisa gritar com o seu espectador.

não grite no microfone, isso não é locução natural

A função do microfone é captar os sons, então você pode falar normalmente que ele vai captar o seu trabalho. 

Mas gritar é só uma das coisas que eu vejo locutores fazendo errado na frente do microfone. Postura é outra delas.

Eu já falei disso em um e-mail, mas eu vou tentar resgatar isso e trazer pro blog. A questão por enquanto é: nosso corpo é responsável por 94% da nossa comunicação, enquanto a voz apenas 6%. O que isso significa?

Que a nossa postura muda completamente os sons que saem da nossa boca. E com postura eu me refiro também às gesticulações que a gente faz.

A forma como a nossa mão gesticula determina a cadência da fala, a posição dos pés condiciona se a fala sai de uma posição de ataque ou não… tudo isso reflete na voz. E você pode pensar que não tem como perceber isso, mas se engana se pensa assim.

Uma pessoa leiga pode não perceber, mas quem trabalha com isso percebe como o áudio foi gravado. Um(a) profissional sabe exatamente como a gente realiza o trabalho só de escutá-lo. 

Por isso, a preocupação com como se portar é fundamental. 

O que mudar?

Se é o seu caso gravar sentado, pare! Grave em pé, isso libera o seu diafragma e te permite ter mais ar pra um trabalho mais fluido.

Entenda que tipo de gesticulações o texto te pede e passe a usá-las. Isso vai fazer a sua voz corresponder e entregar melhor as sensações que o texto deve provocar.

Tire seu microfone de perto do computador

compre um cabo longo para o microfone

Compre um cabo longo e, de preferência, grave em um cômodo diferente daquele onde está o computador. O microfone consegue captar os ruídos do computador e arruinar o seu trabalho.

Isso são só algumas coisas básicas, tem muito mais coisas que podem ser melhoradas, mas eu vou deixar que você acompanhe isso nos conteúdos que eu faço com o Jeff.

Até aqui eu expliquei 3 aprendizados essenciais que você precisa internalizar pra entrar no caminho da locução natural. Agora eu quero entregar umas dicas de como ler um texto de forma natural.

Lendo de forma natural

Nesse mercado, a gente não pode ler o texto como se estivesse lendo qualquer coisa. A leitura natural pede interpretação. Isso significa:

  • entender as intenções do texto;
  • o que o cliente quer transmitir através dele;
  • entender quais emoções podem ser utilizadas durante o texto e
  • talvez, até o que o autor estava pensando pra escrevê-lo.

Através disso, você consegue entregar a melhor interpretação possível. O segredo de uma boa locução natural, então, é: 

  • fazer locução sem parecer locução;
  • interpretando bem o personagem;
  • entendendo pra quem vc tá interpretando;
  • interpretando o texto corretamente e
  • sem parecer que tá lendo um texto.

É isso que vai fazer a sua locução parecer natural e conversada.

Sem isso, não importa a qualidade dos equipamentos que você tenha. Equipamento bom não salva locução ruim!!!

Pra você se vender como locutor(a), a sua locução precisa ser boa de verdade. E isso, você só alcança com muito treino e muito feedback. Não adianta ter voz bonita, “saber conversar” ou fazer uma locução “mais jogadinha”. 

Locução natural e conversada se nota de longe e ninguém consegue enganar cliente se não sabe, de fato, fazer ela. E se você tá querendo aumentar a sua carteira de clientes, é nela que deve investir seu tempo!

Quer mais conteúdo sobre locução natural e conversada?

Então me segue nas redes sociais pra receber conteúdos diários!

Beijo e boraaaa! 😍

O post Locução natural: aprenda o que o mercado pede apareceu primeiro em Nadya Schwingel.

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Qual a melhor voz para locução? https://nadyalocutora.com.br/melhor-voz-para-locucao/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=melhor-voz-para-locucao https://nadyalocutora.com.br/melhor-voz-para-locucao/#comments Mon, 31 Aug 2020 11:00:28 +0000 https://nadyalocutora.com.br/?p=5409 “Qual a melhor voz para locução?” - essa é uma pergunta que eu escuto o tempo todo! E pior… é uma pergunta que eu me fazia uns anos atrás.

O post Qual a melhor voz para locução? apareceu primeiro em Nadya Schwingel.

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“Qual a melhor voz para locução?” – essa é uma pergunta que eu escuto o tempo todo! E pior… é uma pergunta que eu me fazia uns anos atrás.

Oiii, como que vc tá hoje?

Hoje eu vim discutir com vocês esse tema polêmico!

Quando a gente ainda não entrou e entende pouco do mercado da voz, essa pergunta é recorrente e costuma nos aterrorizar. Além disso, muitas vezes ela é o que sabota muita gente.

Eu digo que sabota porque muita gente pensa que existe uma voz adequada para a locução, ou que existe um jeito certo de fazer, mas será mesmo? 🤔

Vem comigo que neste post eu vou te ajudar a entender esse mito e qual é a verdadeira pergunta que quem tá começando deve se fazer 😮

Como funciona a voz?

Vamos por partes.

Antes de falarmos sobre voz, vc sabe o que é a voz ou como ela é produzida? Se sabe, isso já é meio caminho andado, senão tá na hora de saber!

A voz é um som ou um conjunto de sons que resulta de um mecanismo bem complexo para nos auxiliar no processo de comunicação e expressão. E eu digo “auxiliar” porque não é só pela voz que nos comunicamos.

Como vocês já devem ter me ouvido dizer: a gesticulação do nosso corpo é responsável por cerca de 94% da nossa comunicação, enquanto a voz é por apenas 6%. Mas isso não quer dizer que elas funcionam isoladamente

Ariel perdende a voz na pequena sereia

A voz depende da nossa gesticulação, mas chegaremos nisso. 

Para que a voz exista, alguns elementos precisam compor esse mecanismo que a produz. Vejamos:

  • diafragma;
  • músculos intercostais e auxiliares;
  • pulmões;
  • traqueia; 
  • laringe (cordas vocais);
  • faringe;
  • boca (dentes, bochechas, língua, lábios, palato); e
  • nariz (fossas nasais, septo)

Muita gente pensa que a voz depende só dos pulmões e abrir a boca, mas não, a voz é resultado do funcionamento de toda essa estrutura. 

Se alguma dessas estruturas apresenta algum problema ou alguma patologia, a voz é diretamente afetada e deixa de se projetar como deveria.

Vozeando

Para que a voz ocorra, tudo começa lá no cérebro que envia a mensagem para os nossos músculos.

Então o diafragma, com ajuda dos músculos intercostais e auxiliares, possibilita o movimento de inspiração e expiração dos nossos pulmões.

Os pulmões precisam de ajuda para esses movimentos. Com a expiração, o ar é expulso dos nossos pulmões e passa pela garganta, que é composta pela laringe (onde estão as cordas vocais), pela faringe e pela traqueia.

nicole do maravilhoso mundo de gumball respirando fundo

Quando o ar passa pelas cordas vocais (ou pregas vocais), a vibração que ocorre nelas gera o timbre da nossa voz. Mas isso não acaba aí:

Esse ar ainda precisa passar pela boca e pelo nariz (em alguns sons) e toda a estrutura que temos aí pode modificar os sons. A falta de dentes, palato fendido, língua presa, lábio leporino, desvio de septo, inflamações etc. 

Muitas cosas podem afetar a nossa voz, mas, geralmente, pensamos apenas nas que podemos ver, como boca e nariz. E, assim, o equívoco tá feito! 

Ao pensar apenas nas estruturas mais “acessíveis”, podemos negligenciar outras que afetam mais do que a falta de um dente, por exemplo. Por isso, é necessário cuidar do corpo todo se vc quer ter uma voz melhor.

Gesticulando

Eu sempre falo disso, mas muita gente tem dificuldade em entender ou acreditar. Nosso corpo, ou melhor, a gesticulação dele é responsável por cerca de 94% da nossa comunicação. 

Mas aqui eu não vou discutir como o corpo afeta a comunicação visual, apenas como ele interfere na voz.

Vamos ver isso na prática:

Provavelmente vc tá deitado ou deitada no sofá ou na cama.

Se não estiver, deite. Agora fale: “mas o que é isso?”

Agora sente e repita: “mas o que é isso?”

Em pé, repita: “mas o que é isso?”

Ainda em pé, olhando para o lado e um pouco para baixo, repita: “mas o que é isso?”

Agora repita mudando as expressões faciais. 

Por fim, coloque entonações diferentes: alegria, tristeza, raiva, surpresa, etc.

R2D2 cansado
Cansou?

Viu como a sua voz muda? Talvez dentro da sua cabeça, a diferença seja mínima, mas para quem está perto, ou para o microfone que está gravando, ela muda bastante. 

E não é apenas porque seu corpo adota diferentes posturas, mas também porque a ressonância muda. Seu corpo se posiciona de diferentes formas no ambiente e sua voz ressoa em diferentes direções e superfícies. 

Tudo isso resulta naquilo que quem tá de fora escuta, mas pra gente a diferença é mínima porque o som dentro da nossa cabeça parece ser igual e só muda nas entonações. Ledo engano.

Existe voz bonita para locução?

Agora que vc já entendeu como funciona a voz e como ela se altera por vários fatores, vamos discutir se existe, de fato, uma voz bonita para a locução.

A gente cresceu ouvindo os locutores e locutoras de rádios com aqueles vozeirões.

Acostumados a ouvir os famosos “booom diiiiia, dona Mariiiiia” com aquelas vozes mais profundas ou mais alegres, a gente passou a acreditar que essa era a forma certa de fazer locução.

E tá errado? Não! Em outros tempos era essa a locução que a rádio esperava mesmo. Mas, em pleno 2020, vc consegue citar 5 pessoas ao seu redor que escutam rádio diariamente? É muito difícil.

Isso porque nossa sociedade tá em constante evolução e a rádio é um elemento que tá ficando ultrapassado.

Hoje em dia, os podcasts estão tomando o lugar das rádios. Quem não prefere escutar o assunto que quer, na hora que quer e com os apresentadores que gosta?

Além disso, o horário nobre da televisão já não existe como antigamente. Antes era lei assistir a novela das 9 regularmente. Hoje vc assiste no Globoplay um dia antes se quiser (e na hora que quiser).

não existe mais um padrão de comportamento social (nunca existiu, a gente que tinha algumas coisas em comum).

Hoje cada um escuta e vê o que quer quando quer. Então, por que existir ainda uma locução que não acompanha a evolução da nossa sociedade? 

Não faz sentido, né!?

não existe voz certa para locução

Da mesma forma, não faz sentido existir uma voz “padrão” na locução. E voz bonita é só questão de gosto pessoal. Se você não acredita nisso, olha só esse exemplo que eu separei aqui:

Orlando Drummond

Se você não conhece ele pelo nome, consegue conhece pelo inesquecível Seu Peru, da Escolinha do Professor Raimundo. Mas se for muito jovem, talvez conheça apenas sua voz, pois ele dublou o Popeye, o Scooby-Doo e o Vingador.

Atualmente, o Orlando Drummond tem 100 anos e segue fazendo dublagens.

Mas o que eu quero dizer pra vocês é que ele não é conhecido por ter uma voz bonita. Não tem aquele vozeirão de radialista, e ainda assim soma uma quantidade gigantesca de trabalhos.

Nesta entrada da dublagempedia, vocês conseguem ver essa quantidade exorbitante de trabalhos.

A pergunta que fica é: se a voz bonita “padrão” determinasse o sucesso de alguém, como ele com essa voz tão singular conseguiria ser ator, dublador, comediante e radialista?

Tem ou não tem voz bonita para locução?

não tem voz bonita para locução

Essa é a resposta.

Vc pode ficar aí jogando hate nas pessoas, se baseando apenas no seu gosto pessoal, ou entender que o conceito de bonito ou feio excede seus gostos.

Aí você me pergunta: “Tá, Nadya, mas se não tem voz bonita pra locução, qual é a pergunta certa então?”

A pergunta certa é:

Como eu treino a minha voz para que ela entregue o que o mercado busca?

A gente sabe que no final das contas, quem manda é o cliente. É ele quem vai determinar se gosta ou não da sua voz.

Você pode ter uma voz linda, escutar todos os dias que deveria ser locutora e, ainda assim, receber vários nãos do mercado. Enquanto aquela pessoa com “voz de taquara rachada” pode receber muitos trabalhos.

No final das contas, a única coisa que vc pode fazer pra melhorar a sua voz é treinar muito pra atender às necessidades do mercado, pois quem vai definir se sua voz é boa para o trabalho, ou não, é o cliente.

Como treinar a minha voz para locução?

“Ah, Nadya, a minha voz é tão bonita e a do Joãozinho é feia, mas ele ganhou o trabalho…”

meme: não era pra ser diferente?

Não! 

Vc tá se baseando no seu gosto pessoal? 

Qual diferencial tem a sua voz? 

Vc treina diariamente? 

Consegue entregar o que o mercado busca ou apenas o seu tipo preferido de locução?

São várias questões que precisam ser consideradas quando estamos falando do mercado da voz.

A primeira é que não existe voz bonita, mas sim treinada. E como fazer isso, então?

Bora lá! Treino não é apenas sair falando “BOM DIA, DONA MARIA. MAIS UMA QUARTA-FEIRA DE SOL ABENÇOADA EM FLORIANÓPOLIS”.

NÃAAAAO! PELO AMOR DE JORGE!

Quando eu digo treino, eu tô falando de treinar textos diferentes, com tipos de locuções diferentes para mídias diferentes. É diversificar os serviços que vc pode oferecer ao mercado.

Claro que vc pode ir aos poucos, não me entenda mal.

Treinar a voz é treinar as pausas das frases, a projeção da voz, onde pôr e onde tirar ênfases, onde respirar etc.

E dominar isso só acontece com muito treino. O que vc pode fazer, então, é: comece a treinar um tipo de locução, a flat, por exemplo. Treine muito e, quando perceber que já domina esse tipo, mude para a natural.

Comece treinando um texto… varejista, por exemplo. Treine muito, aprenda onde se coloca ênfase e onde aumentar ou diminuir o ritmo. Quando dominar esses textos (varie eles tbm), troque para um texto de web.

Vá experimentando os tipos de texto e locução até estar craque para atender às necessidades do mercado. E se vc quer uma dica preciosa, eu dou aqui: fuja daquela locução radialista antiga, o mercado já mudou e não quer mais isso.

o sucesso da locução
“E da minha dor vem o triunfo”

Ajuda profissional

Algumas pessoas costumam dizer ainda que não podem entrar para a locução porque têm algum problema na voz. E eu digo que isso é desculpa.

A ajuda profissional de um(a) fonoaudiólogo(a) é sempre bem-vinda e, muitas vezes, necessária. Tem questões que podem ser resolvidas com exercícios em casa e que são mostrados no YouTube.

Vc consegue suavizar seu sotaque com exercícios diários. Mas será que consegue suavizar uma língua presa ou isso precisa de ajuda profissional? Muito provavelmente você precise de ajuda. E isso é um problema super possível de resolver!

Por isso, não hesite caso veja que precisa de ajuda, pois isso acelera muito o seu desenvolvimento profissional.

Qual a melhor voz para locução?

Pra finalizar então, vamos voltar pra nossa questão inicial: não existe melhor voz para a locução. O que existe são vozes bem treinadas para atender às necessidades do mercado.

E o que essas vozes precisam ter? Suavização de sotaques (quanto mais standard melhor), sem vícios, naturalidade e adequação ao texto e público.

A naturalidade na locução a gente vai discutir em outro post 😉

Agora é a sua vez:

Me conta nos comentários aqui abaixo: 

você acreditava que existia uma voz certa para a locução? 

E o que você tem feito para treinar a sua?

Beijo e boraaaa! 😍

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Locução profissional: como eu cheguei até aqui https://nadyalocutora.com.br/locucao-profissional-minha-trajetoria/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=locucao-profissional-minha-trajetoria https://nadyalocutora.com.br/locucao-profissional-minha-trajetoria/#comments Mon, 24 Aug 2020 19:00:00 +0000 https://nadyalocutora.com.br/?p=5393 Eu decidi "muito tarde" que ia entrar no mercado da locução, mas isso não me impediu de chegar no mercado internacional. Descubra toda essa história aqui!

O post Locução profissional: como eu cheguei até aqui apareceu primeiro em Nadya Schwingel.

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Agora que vocês já sabem o porquê de eu criar este blog (se não viu, veja aqui), acho que é hora de conhecerem mais da minha trajetória até a locução profissional.

Talvez vocês já tenham ouvido um podcast onde eu discuto isso com o Jeff, mas aqui eu vou aprofundar um pouquinho e trazer mais coisas que eu nunca conversei com vocês antes. Então venham comigo se quiserem saber mais sobre o meu caminho e pegar mais dicas.

Boraaaaa! 🤩

A publicitária Nadya

Quem vem me acompanhando e viu o post anterior sabe que eu me formei em publicidade pela Universidade Federal de Mato Grosso. E sabe também que eu troquei um curso por outro 🙄

Mas vamos lá: tava eu formada e louca pra começar a trabalhar, mas vocês acham que Alta Floresta, no interior de Mato Grosso, tava pronta pra comportar uma publicitária em 1996? Não!

Então eu procurei empregos nas TVs, nas rádios e jornais da cidade e consegui um emprego onde eu vendia publicidade pra FM que pertencia ao Pirovani. Lá eu fazia de tudo! Sabe o estagiário que faz tudo? Era tipo isso.

Ali, eu ainda aprendi um pouco de locução, mas eu não queria ser locutora!

Sabe aquele ego que, às vezes, quem é formado tem? Pois é, eu era pu-bli-ci-tá-ria formada 💅, não ia fazer locução. Nunca! Eu tinha esse preconceito mesmo!

Mas eu acabei fazendo locução por ali e descobrindo um pouco sobre esse mercado.

Fui pros EUA

Era um dos meus sonhos, viajar pra aprender inglês no exterior. Então eu fui juntando dinheiro, até que consegui fazer meu visto e embarcar pros EUA.

Mas nem tudo foi as mil maravilhas que a gente pensa, tá? 😥

Eu cheguei nos EUA, em 1999, sem falar nada de inglês e tendo que trabalhar pra me manter. Aí eu acabei indo engraxar sapato porque isso é real mesmo: 

quando a gente vê que estrangeiros trabalham com faxina, ou lavando pratos, ou engraxando sapatos, ou na construção civil, essa é a realidade mesmo.

Mulher dizendo Sorry no english

Então eu acabei engraxando sapatos e teve todo um processo ali até que eu me machuquei e não pude mais seguir. Por isso, eu acabei indo trabalhar de babá na casa de uma família que eu amo até hoje! Foi nisso tudo que eu aprendi inglês.

Tudo isso eu conto com mais detalhes neste podcast:

>> De falida a locutora internacional <<

Em 2002 eu voltei pro Brasil  🌴

O Brasil tava diferente

Mas, na verdade, era eu quem tinha mudado. Foram muitas experiências novas e marcantes, enquanto, por aqui, a impressão é que tava tudo na mesma.

Então eu voltei totalmente deslocada, mas consegui voltar a trabalhar com o Pirovani no mesmo setor que eu trabalhava lá atrás. Mas a minha “noia” mesmo era a estabilidade.

Quem nunca pensou que precisa ter uma estabilidade na vida tá mentindo, né!?

Então eu acabei fazendo um concurso público e aprovei. Fui ser professora de escola técnica lá em Alto Floresta. Mas alguns problemas depois, acabei pedindo exoneração. A LOUCA! 😱 Todo mundo dizia que eu era louca, mas eu não queria!

Pra saber tudo sobre isso, vai ver o podcast 😉

Continuando na rádio, eu conheci o Jeff que tava procurando uma locução mais natural, mas não deu certo. Mas isso serviu pra ser o nosso primeiro contato via MSN. Se você sabe o que é MSN e usou, me conta nos comentários aqui abaixo, qual era seu nick e seu status favorito 😂

PS.: conta agora pra não esquecer depois!

Eu fali minha empresa

Pedi exoneração e virei empreendedora.

Comprei uma lojinha de um amigo onde eu vendia perfumes. Importava e vendia. Mas deu tudo errado porque eu não quis ajuda, pensei que sabia fazer tudo sozinha.

Mas gente, orientação e mentoria são essenciais. Eu não quis buscar nem o SEBRAE que ta aí pra isso, só pra vocês terem uma ideia. E o resultado foi a falência. Não só fali, como fiquei devendo pra Deus e o mundo. Ou seja: tomei no tororó! 👌

Chandler, da Série Friends, dizendo Vou sentir falta de poder comprar comida
Vou sentir falta de poder comprar comida

Eu tava completamente quebrada e pensei que nunca mais iria investir em algo de novo. Nessa época o Jeff e eu começamos a namorar e eu tava gravando alguns comerciais pra fazer um extra.

O Jeff acreditava muito em mim e eu não acreditava em nada. Eu não queria ser locutora de jeito nenhum. Eu só queria um emprego e ter estabilidade de novo. Mas aí surgiu a oportunidade de o Jeff (que era DJ) ir tocar numa boate em Lucas do Rio Verde, Mato Grosso também.

A gente se mudou, o Jeff já tinha uma cabine naquela época, mas eu ainda não queria ser locutora, só gravava alguns comerciais. Então eu trabalhava na boate, tive problemas de saúde, tinha dívidas etc.

Eu acabei trabalhando em uma escola de inglês, mas ainda tava vendendo uns produtinhos aqui e ali. Até que fomos na famosa 25 de março, em São Paulo, comprar mais uns produtos e acabamos comprando passagens pra conhecer Florianópolis, em Santa Catarina (Floripa pros mais chegados).

Um pedacinho de terra perdido no mar!…

…Num pedacinho de terra
Beleza sem par
Jamais a natureza
Reuniu tanta beleza
Jamais algum poeta
Teve tanto pra cantar!

Olha o meu lado poetisa aflorando! Essa é a primeira estrofe do hino de Floripa, gente. Linda demais, né!?

Enfim, as passagens tavam muito baratas e o Jeff nunca tinha visto o mar. Quando a gente fez um tour onde a gente chegou no mirante da Lagoa da Conceição, o Jeff se apaixonou.

Se alguém não sabe, a maior parte de Floripa é uma ilha, e tem lagoas dentro dessa ilha (Lagoa da Conceição e Lagoa do Peri). Na Lagoa da Conceição tem um mirante onde você consegue uma visão linda de toda a lagoa, das dunas da Praia da Joaquina e do Atlântico. Olha essa foto:

Foto da Lagoa da Conceição vista do Mirante.

Explicando rapidinho: esse monte de casas aí é o bairro Lagoa da Conceição. Aí, não dá pra ver muito bem, mas no meio da foto tem uma ponte ligando essas duas faixas de terra. Toda essa água que tá entre as duas faixas de terra é a Lagoa da Conceição. Tem as dunas que chegam na Praia da Joaquina, e atrás dos morros está o Oceano Atlântico. Atrás desses morros ainda tem a Praia Mole (que é pra surfista), a Galheta (que é de nudismo) e a Barra da Lagoa.

É muita coisa numa foto só, né!? Isso que eu nem falei da cachoeira que não chega a aparecer nessa foto. Mas seguindo…

Sabem o que o Jeff me disse quando a gente tava aí em cima?

“Eu num quero nunca mais ir embora! Eu quero morar aqui!”

Quem era a doida que pedia exoneração? Eu! E ele o doido que queria pagar boleto na praia 😵

Pagando boleto na praia

Aqui, a gente começou a trabalhar com outras coisas (detalhes no podcast) porque eu não queria MESMO ser locutora. Pelo amor de Jorge! Nunca que eu ia ser locutora.

Mas o Jeff queria muito e acreditava demais em mim. Além disso, começar um estúdio pra tentar o mercado de Floripa era uma coisa que fazia muito sentido pra ele, mas não pra mim!

Eu até fazia uns trabalhos ou outros, mas sem querer muito. Eu era muito chata e nunca ficava bom pra mim, mesmo o Jeff gostando. Acabou que a gente resolveu contratar uma consultoria do Ricardo Silva que era referência nacional.

Se eu fiz as coisas direito? 😅 😂 🤣 não! Mas o Ricardo era ótimo, e orientou a gente em tudo. Em TUDO MESMO! E foi aqui que eu me tornei locutora de verdade.

Nadya Locutora

Depois de muita insistência e aprendizado eu deixei de ser aquela locutora de cidade pequena pra me tornar uma locutora de nível nacional.

A gente endoidou pra gravar uma demo matadora, e depois que ela saiu: pelo amor de Jorge, gente! Eu consegui vários trabalhos, até que eu cheguei no meu primeiro trabalho internacional.

Tem um ano de trabalho nesse período aí, gente. Mas eu vou deixar todos os detalhes desse caminho pro podcast. A questão é: eu consegui me destacar no mercado e me aceitar de vez como locutora.

Vocês podem me perguntar: “mas Nadya, por que você negava tanto ser locutora? Por que isso te assustava tanto?

Pra começar, eu tinha um conceito formado na minha cabeça sobre o que era ser locutor ou locutora: pra ser isso, tinha que ter aquele vozeirão de rádio. E não é nada disso, gente!

Personagem da Série The Good Place fazendo a dancinha do não. Representando que não precisa de vozerão pra fazer locução

Só que na época eu não entendia isso e ainda achava que não tinha esse talento. E, pra piorar, eu tinha um preconceito que vinha da faculdade. Lá, a gente achava que publicidade e jornalismo era o TOP, enquanto rádio e tv era reba – a fuleiragem, sabe!?

Com isso, eu ainda achava que locutores só podiam ser funcionários de rádios, só que não!

Somado a tudo isso, me assustava pensar que eu não ia conseguir, que eu não tinha talento, que eu não era capaz. Eu achava que eu não tinha voz pra ser locutora, mas existe voz certa pra ser locutora? Não, né!

Locução e o mercado da voz

Gente, no mercado da voz tem lugar pra todo mundo! E é isso que torna ele tão interessante.

Qualquer pessoa pode trabalhar com isso. Qualquer pessoa pode comprar um equipamento e começar a ganhar dinheiro com a voz. Claro que não é tão simples assim. Você precisa entender como projetar a voz, como fazer locução, se especializar, treinar, fazer networking etc.

Mas isso é o básico de qualquer carreira de sucesso, né!?

Pra vocês terem ideia das possibilidades desse mercado, antigamente a gente só fazia radio e tv. Hoje, a gente pode fazer tantas coisas. Olha só:

  • espera telefônica;
  • inteligência artificial;
  • atendimento humanizado;
  • voz pra brinquedos e outros objetos;
  • pro Google (e concorrentes);
  • voz pro celular;
  • áudio descrição;
  • treinamentos;
  • dublagem;
  • dublagem alternativa;
  • vídeos pra internet;
  • voice-over etc.

Essa lista poderia continuar. Você consegue ver a infinidade que é o mercado da voz? O futuro é falado, gente! Hoje você pega um trabalho pra uma dessas coisas e amanhã pra outra completamente diferente.

Você ainda pode se especializar em fazer algum tipo determinado de locução, ou ter um público específico em mente, ou mirar em uma mídia específica, quem sabe, até tirar o DRT de ator ou atriz pra trabalhar com dublagens e audiovisuais.

Quando eu digo que as possibilidades são infinitas eu tô quase certa 🤣

Destaque-se na locução!

Se destacar no mercado da locução não é difícil, mas também não é esse mamão com açúcar, tá!? Então, gente, pelo amor de Jorge, escutem meus conselhos.

Pra se destacar nesse mercado é necessário agregar valor na sua marca e ao seu nome! Isso significa trabalhar a sua marca, desde as redes sociais com fotos profissionais pra se posicionar como um(a) profissional de fato!

Além disso, é necessário ter uma demo matadora (aquele demonstrativo de voz TOP com padrão Rede Globo Nacional). Isso faz uma diferença gigantesca e te posiciona no mercado nacional.

Mas pra isso é necessário ter seus próprios equipamentos, não dá pra fazer na gravadora do amigo ou da amiga porque eles não vão estar disponíveis 24h pra gravar seus trabalhos toda hora que você quiser.

Olhar pro mercado e entender o que ele tá buscando também é agregar valor pra sua marca. Se o mercado tá buscando locução natural, entregue a melhor! Quer locução conversada? Entregue a melhor! Se quer um atendimento humanizado, entregue o melhor!

É sempre entregar o melhor. Mas isso só é possível se você estuda, se se especializa e treina, não dá pra ficar de lenga-lenga. Senão vocês tomam no tororó e perdem pra concorrência. E gente, o que mais falta hoje no mercado da voz é gente entregando trabalho de qualidade.

Então, se destacar não é tão difícil assim. Basta correr atrás! Os benefícios de se destacar valem a pena!

A liberdade da locução!

Eu consegui me destacar no mercado da voz, e adivinhem o que eu alcancei com isso: liberdade!

Mas não foi qualquer liberdade, foram muitas!

Além da liberdade financeira (porque eu tava ferrada antes da locução😬), hoje eu tenho liberdade de horários e liberdade geográfica.

Gênio do Aladin dizendo "eu estou livre". É a sensasão de liberdade que a Nadya ganhou com a locução.

Vai me dizer que existe algo melhor do que poder trabalhar quando e de onde quiser? Duvidooo! Eu posso escolher meu horário, e morar onde eu quiser, ir na praia na hora que eu quiser, dormir a hora que eu quiser, ser minha própria chefe.

Liberdade foi o maior sonho que eu realizei nesse ramo. E eu quero que todo mundo possa ter o mesmo!

Dica EXCLUSIVA

Quem viu ou ouviu o podcast que eu falei lá em cima, sabe que eu dei 6 passos (ou dicas) pra quem quer estar nesse mercado. E eu resolvi compartilhar mais uma dica que não tá no podcast, então aproveitem porque geralmente eu falo disso no meu curso:

Copy é a chave da prospecção!

Fazer prospecção não é só sair mandando e-mail com demo anexado. Se você manda demo anexado, pelo amor de Jorge, para! Não é assim que se faz, investe num site profissional.

Mas voltando pra prospecção: você precisa fazer seu cliente abrir esse e-mail, e como fazer isso?

A resposta é o copy! Um copy bem escrito precisa agregar valor à sua marca a ao seu nome.

Desde o título do e-mail, a copy já tá valendo e é ela quem vai fazer esse(a) potencial cliente parar 2min do dia dele(a) pra escutar essa demo matadora e fechar trabalhos com você.

Sem agregar valor na experiência do cliente, em você e na sua marca, você vai ser só mais um locutor, ou uma locutora, no mercado! Se você quer chegar de voadeira com os dois pés na porta do mercado da locução, essa é a chave!

Pra conhecer os outros 6 passos, dá play no podcast:

>> Podcast Ganhe com a Voz #001 – De falida a locutora internacional <<

Só lembrando que ele também está disponível em todas as plataformas de podcasts, e você o encontra buscando por “podcast ganhe com a voz” 😉

Agora é a vez de vocês:

Quais perrengues vocês já passaram até descobrir que é possível ganhar dinheiro com a voz e decidir entrar pra locução? Me contem nos comentários aqui abaixo!

Beijo e boraaaaa! 😍

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Hello world: por que um blog de locução? https://nadyalocutora.com.br/hello-world-pra-que-blog-locucao/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=hello-world-pra-que-blog-locucao https://nadyalocutora.com.br/hello-world-pra-que-blog-locucao/#comments Mon, 24 Aug 2020 13:37:00 +0000 https://nadyalocutora.com.br/?p=5384 Nadya, pra que um blog se vc já tem um monte de conteúdo em voz e vídeo?

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hello world

🎀✂🎀

Ahhhh tô estreiandoooo!

Oiii, como que vc tá hoje?

Eu prometi pra vocês e tá aqui o meu blog novinho em folha! Mas eu não expliquei o porquê de um blog, né!? Então bora lá!

Mas antes, pra quem não me conhece: eu sou a Nadya Schwingel, especialista em locução natural e conversada que resolveu compartilhar com o mundo todas as coisas que aprendi pra ajudar a expandir esse mercado e ajudar VOCÊ a ganhar dinheiro com a sua voz!

Um blog de locução: why?

Vocês podem me perguntar:

“Nadya, pra que um blog se vc já tem um monte de conteúdo em voz e vídeo?”

Gente, escrever um blog era uma coisa que eu queria há muito tempo, mas depois que eu me tornei locutora, isso foi ficando em segundo plano. Mas esse desejo latente sempre esteve aqui comigo.

Lembram que semana passada eu postei um vídeo onde eu dizia que se você tem um sonho tem que correr atrás dele? É o plantar para colher! Pois então, eu tô correndo atrás do meu!

A Nadya criança…

Aquela menininha que vivia escrevendo diários cresceu e começou a falar mais do que escrever.

Não era muito diferente: eu já falava muito quando era pequena, MUITO! E escrevia MUITO! Nunca me faltou criatividade. Então eu escrevia sobre tudo e cheguei a ganhar até prêmios literários.

Eu tinha cadernos de poesia (eu escrevia as poesias) e fui destaque literário por alguns anos na minha escola – além de participar de um livro da minha escola 📖✒

Escrever era a minha paixão! Mas os blogs ainda estavam sendo inventados, e eu usava meus cadernos e diários mesmo! Adivinhem qual era minha vocação: jornalismo! Só que não fiz!

Xô jornalismo!

Ah, gente… eu escrevia muito e queria fazer jornalismo. Até que chegou a hora de me inscrever pro vestibular e publicidade tava muito na moda naquela época.

Então, na hora da inscrição, veio essa pergunta na minha cabeça:

Nadya, você quer trocar jornalismo por publicidade que tá na moda?

Maísa gritando sim na prova de escolher coisas sem saber o que é. representa a Nadya dizendo sim pra publicidade e locução

E assim eu troquei jornalismo pela tendência do momento: publicidade!

Mas deu tudo certo. Eu alcancei muitas coisas que eu queria!

Só que a minha vida deu várias voltas (que você pode descobrir neste post) e eu cheguei até aqui onde eu tô hoje. E sabe o que ficou pra trás? Meu blog que nunca foi criado! E isso ficou latejando dentro de mim.

Sempre querendo, mas nunca com tempo pra escrever. E é muito comum a gente acabar deixando algo que quer muito por outras coisas que são mais necessárias. Já dizia a Mafalda:

Tirinha da Matilda pensando "Como siempre: lo urgente no deja tiempo para lo importante"

“Como sempre: o urgente não deixa tempo para o importante.”

Então agora eu vou mudar isso e dar espaço pro importante tbm!

Hello world!

Os blogs já comemoram as Bodas de Prata (dos 25 anos) e eu ainda não tinha criado o meu. Então tá na hora de eu plantar a sementinha desse sonho.

Pra quem não sabe, Hello World (Olá, mundo) é uma frase muito usada em um primeiro programa básico desenvolvido por quem tá começando na programação. Aqui é locução, mas é o início deste blog que vai bombar de conteúdo pra vocês, então: 

Hello world cibernético

Aqui eu vou discutir muita coisa sobre a locução: mercado, voz, sotaques, cabines, equipamentos (o Jeff vai me ajudar, fiquem tranquilos 🤣), prospecção etc.

Mas não é só isso, eu quero compartilhar com vocês o meu caminho também porque não adianta só dar dicas de como fazer as coisas. Eu quero mostrar como muitas coisas aconteceram comigo pra vocês saberem o que vem pela frente.

Então eu vou precisar da ajuda de vocês neste espaço. Eu tô criando esse blog pra gente poder interagir mais! Então ajudem comentando o que vocês estão achando dos posts, sugiram conteúdos, participem contando as experiências de vocês no tema do post, o que vocês quiserem!

Vai ser maravilhoso ter vocês construindo este espaço comigo 🤝🥰

Além daqui, vocês já sabem que podem acompanhar meus conteúdos de vídeo no YouTube, Facebook e Instagram. Todo dia tem conteúdo novo nessas redes sociais e muito aprendizado. 

E eu aviso lá sempre que sair post quentinho por aqui pra vocês aproveitarem ao máximo!

Beijo e boraaaaa! 😍

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